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Material utilizado nas aulas

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Sobre o EAM

As seguintes palavras de Allan Kardec justificam a necessidade de um estudo contínuo e sistematicamente organizado da mediunidade no Centro Espírita: Todos os dias a experiência nos traz a confirmação de que as dificuldades e os desenganos encontrados na prática do Espiritismo resultam da falta de conhecimento dos princípios desta ciência […]. Embora cada um traga em si o gérmen das qualidades necessárias para se tornar médium, tais qualidades existem em graus muito diferentes e o seu desenvolvimento depende de causas que criatura alguma pode provocar à vontade.

 

As regras da poesia, da pintura e da música não fazem que se tornem poetas, pintores ou músicos os que não possuem o gênio dessas artes; apenas os guiam no emprego de suas faculdades naturais. Dá-se a mesma coisa com o nosso trabalho; seu objetivo consiste em indicar os meios de desenvolver a faculdade mediúnica, tanto quanto o permitam as disposições de cada um e, sobretudo, dirigir-lhe o emprego de maneira proveitosa, quando existir a faculdade. [1]  Sendo a mediunidade “uma percepção mental por meio da qual a alma sutiliza, estimula e aguça seus sentidos, a fim de penetrar na essência das coisas e das pessoas.

 

É uma das formas que possuímos para sentir a vida, é o poder de sensibilização para ver e ouvir melhor a excelência da criação divina. Faculdade comum a todos, é nosso sexto sentido, ou seja, o sentido que capta, interpreta, organiza, percebe e sintetiza os outros cinco sentidos conhecidos. Nossa humanidade, à medida que aprende a desenvolver suas impressões sensoriais básicas, automaticamente desenvolve também a mediunidade, como consequência.

 

Também conhecida como intuição ou inspiração, é ela que define nossa interação com o mundo físico-espiritual.” [2]  “Poderíamos dizer que estudar a mediunidade não é apenas procurar conhecer mais sobre fenômenos paranormais, mas, principalmente, vivenciar mais o cotidiano, compreender melhor a dinâmica equilibrada do nosso comportamento, seja o emocional, sejam os básicos, de autodomínio. […] Enfim, nenhum elemento da circuitaria mediúnica funciona de forma a nos levar à transcendência, se o coração não estiver batendo, filiado à força do amor. O desenvolvimento mediúnico depende sim do nosso interesse pelo estudo, mas sobretudo em desenvolvermos a capacidade de amar”. [3]


A prática da mediunidade, para muito além de sua expressão religiosa, é uma ferramenta prática, orgânica e intencionalmente plantada no seio da humanidade para nos levar ao novo tempo. Ela deve ser democratizada, popularizada e normalizada para muito além dos limites do culto-clero-dia-templo. [4]

FUNDAMENTOS E FINALIDADES

O Estudo Aplicado de Mediunidade – EAM está assentado em três fundamentos básicos, que constituem os seus referenciais:


a) Conhecimento (Doutrinário e Universalista): extraído das obras codificadas por Allan Kardec, das suplementares (Léon Denis, Gabriel Delanne, Camille Flammarion, Ernesto Bozzano, Emmanuel, Hammed, André Luiz, Manoel Philomeno de Miranda, Joanna de Ângelis, Yvonne Pereira, Jorge Andréa dos Santos, Décio Iandoli Jr, Marlene Nobre, Sérgio Felipe de Oliveira e Mônica de Medeiros), bem como da Literatura Universalista.


b) Autoconhecimento: fundamento essencial, pois “é a capacidade inata que nos permite perceber, de forma gradativa, tudo que necessitamos transformar. Ao mesmo tempo, amplia a consciência sobre nossos potenciais adormecidos, a fim de que possamos vir a ser aquilo que somos em essência.” 


c) Prática do Bem: constituída de exercícios voltados para o aperfeiçoamento afetivo, emocional e comportamental.

 

O Estudo Aplicado de Mediunidade – EAM se propõe a facilitar o processo de aprendizagem, o desenvolvimento da Espiritualidade, a educação e vivência mediúnica, fundamentados no Pensamento Espírita e nos valores morais do Evangelho de Jesus, tendo como característica principal: a integração, ou seja, a participação de todos no aprendizado, com a finalidade de preparar o participante para exercer a mediunidade de forma natural, em qualquer situação e plano da vida.
 

ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO


a) O Estudo está estruturado em três programas:

 

EAM 1  Princípios Básicos da Doutrina Espírita

 

EAM 2 – Fundamentos ao Estudo e Aplicação da Mediunidade I 
 

EAM 3 – Fundamentos ao Estudo e Aplicação da Mediunidade II 


b) A temática central do EAM 1 oferece uma visão panorâmica em torno dos Princípios Básicos da Doutrina Espírita, fundamentada no conteúdo e estrutura didática de O Livro dos Espíritos.


c) Periodicamente teremos o Estudo de Humanidades cujo objetivo é abordar temas que atravessam o programa de nosso Estudo na sua dimensão social, histórica, cultural e ambiental. Além de entrelaçar o conteúdo doutrinário com as dimensões humanas, visto que privilegia a construção do conhecimento para além de uma racionalidade instrumental, mas objetiva a dimensão da vida e para a afirmação de todas as vidas humanas e não humanas. Logo, estes Encontros auxiliarão na formação integral dos participantes, no exercício pleno da cidadania e na construção de uma sociedade não discriminatória e que valoriza a diversidade e a igualdade de direitos.


d) Todo o material didático (textos, slides e vídeos) utilizado nos estudos, poderá ser obtido na página: www.gkcs.org.br/eam e os textos serão distribuídos na sala.


e) As aulas serão semanais, com duração máxima de 105 minutos, e o curso, em um prazo máximo de 10 meses.


f) O planejamento da aula será feito pelos monitores, de acordo com a realidade dos participantes, tendo como fundamentação teórico-básica as obras que integram a Codificação da Doutrina Espírita, obras complementares e literatura universalista.


g) As aulas serão dinamizadas através de recursos e técnicas, a fim de oferecer maior motivação e melhor fixação do conteúdo, participação e integração, tais como: grupos de discussão, exposição didática, filmes etc.


h) O acesso ao ano subsequente será dado mediante a participação em pelo menos 70% das aulas do ano, avaliação, nível de aprendizagem e integração no curso.

 

 

OBJETIVOS
 

EAM 1

  • Estudar o Espiritismo de forma metódica, reflexiva e contínua, como meio de facilitar ao Ser a percepção e vivência de sua espiritualidade e seu aperfeiçoamento ético-moral.

  • Discutir os problemas atuais da Humanidade sob a ótica do Espírito Imortal.

 

EAM 2

  • Compreender os fundamentos ao estudo da mediunidade e a necessidade do equilíbrio interior.

  • Favorecer a ampliação das sensações e percepções espirituais dos participantes de forma harmônica.

 

EAM 3

  • Ensejar um estudo mais aprofundado da Mediunidade e da Terapêutica Espírita, tendo em vista a formação ético-moral e intelectual dos participantes.

  • Estabelecer condições para a autoconscientização e educação das possibilidades mediúnicas dos participantes, em ambiente de estudo, de seriedade e de responsabilidade fraternal.

 

 

DESTINAÇÃO

  • Interessados, frequentadores e trabalhadores do GKCS ou de outras instituições.

 

 

PERÍODO LETIVO:
 

  • 1º semestre: 03 fevereiro a 21 de julho

  • Recesso: 28 julho

  • 2º semestre: 04 de agosto a 01 de dezembro

  • Confraternização final: 08 de dez.

 

 

[1] KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 3. ed. Brasília: FEB, 2013. Introdução.

[2] NETO, Francisco do E. Santo. Renovando Atitudes. Pelo Espírito Hammed. 15. ed. Catanduva: Boa Nova, 1997. Cap. 17.

[3] OLIVEIRA, Sérgio Felipe de. Fenomenologia Orgânica e Psíquica da Mediunidade. Tópico 10.

[4] POZATI, Juliano. O Círculo. Oficina de Mediunidade. Por que a Oficina de Mediunidade é importante?